Caixa de Pandora
Olho o dia de amanhã,
e procuro-me!
Encontro-me no Hoje, no Agora...
Para me perder de seguida...

Tudo o que está por cima, está por baixo...
O que está por debaixo de mim?
Adapto-me a tantos outros,
Transformo-me em tantos sorrisos,
Embarco em tantas tempestades...
E entrelaço-me com o outro,
Olhando a MORTE de FRENTE!
E, na escuridão e no silêncio...
Na pausa entre duas notas...
Entre o inspirar e o expirar...
A sós... Quem sou eu?
A mesma linha entrecruza-se
Distante... Enlaça e desenlaça
Por entre os cumes e os vales da vida
Essa linha, que cruzou tantos obstáculos
e se pavoneia por entre os caminhos da eternidade...
Onde está agora?
De onde se separa do barulho dos outros
e dos enebriantes raios de luz
Gostava de a olhar de frente!...
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