Insanidade
Ruptura desolada da realidade que doi
Lágrima que queima
Em risos que ardem na face

Loucura momentânea;
Ou queda no real?
O que é isto que vês?
Gira-discos...
Labirinto traçado por quem? como? porquê?
Vozes que gritam aos ouvidos
E segredam no vazio...
Múrmurios no vento
quedam-se na ondulação...
no horizonte...
E perde-se nela!
Insanidade..
Grito desesperado de uma alma rasgada
Morte do ser que pensa
Esmagado pela imagem de um novo dia!
Aurora insã...
E daí?
Eis que se torna a claraboia de um cego
Cujos olhos queimados pelo Sol
se cerram propositadamente!
Para se reverem na neblina... do outro lado
E surge nela o desejo de se perder de vista...
Sedução do não ser.... vago... fugidiu...
Trancado o espírito trespassam-se as armas
Soam as correntes da balança
E a Justiça cai!
De volta... o Louco
Eterno dançante entre o solo e o abismo
Cego...
Abandonado nele mesmo...
Mas contente!
Ohhh... Insanidade!....
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