São vozes... E gente que se arrasta
Entre tantos outros...

A colegial que sorri ao dono do quiosque
O taxi... O homem do autocarro...
E ele entra... Recebido com um sorriso...
São arrumadores...
E lojistas... O dono do café...
Turistas... A florista...
O mendigo que com um sorriso,
te ameaça a vida...
Gente que passa
absorta em si mesmo...
Absurda... Surda...
O corropio... Hora de ponta no centro da cidade
Retrato de ti mesmo em cada olhar
Distante... Apressado... Absorto... Absurdo...
Gente que se embrenha nos seus próprios problemas...
Vasto universo de mundos paralelos
Que se entrecruzam por meio de estradas...
Como esta que aqui pinto...
Eu... Nós... Eles...
O Espaço e o Tempo...
Vidas dispersas...
Caminhos vãos... Aonde vão?
Unem-se num momento,
sem saber que se tocam
Por tangentes invisiveis...
Sem sequer pensar...
Num tempo sem nome ou duração
Num espaço sem lugar ou morada!...
No Aqui. No Agora.
No vazio de uma folha de papel que era branca... embora já usada!
Vidas que se escrevem... que se pintam... que se imortalizam...
Vidas de gente que passa...
E que Fica! Aqui... Agora...
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